Blog da Junta de Freguesia
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publicado por jfcvcastanheira, em 27.05.09 às 22:05link do post | favorito

 

UM POUCO DE HISTÒRIA

 

O Nome de Cimo de Vila da Castanheira, provém do latim: Cumme Villae, em que cumme queria dizer o ponto mais alto e Villae, todos nós sabemos que é um aglomerado populacional, normalmente da mesma família. Castanheira é o nome de um conjunto de aglomerados populacionais que hoje se repartem pela freguesia de Cimo de Vila da Castanheira e de Sanfins da Castanheira. E acontece que Cimo de Vila da Castanheira, fica precisamente no ponto mais alto destes aglomerados.

No entanto há indícios que nos devem levar a concluir que Cimo de Vila da Castanheira, embora tenha herdado o seu nome da ocupação romana, é mais antiga do que essa ocupação. Veja-se que a foto que apresentamos, da capela de S. Sebastião, mostra ainda vestígios de um castro celta que naquele monte existiu.

Que os romanos estiveram por aqui, ninguém pode ter dúvidas, pois além do nome da povoação, sítios há que ainda conservam nomes que são derivados do latim, por exemplo «quarquas» que nos diz que foi um local habitado por um povo chamado quarquénios, um dos povos que figuram no padrão que perpétua a memória dos povos que participaram na construção da ponte romana de Chaves.

Já depois de finda a estadia dos romanos na península ibérica, Cimo de Vila da Castanheira, foi ponto importante na defesa dos diversos reinos que nos governaram, nomeadamente as Astúrias, como se prova pela torre adjacente à igreja paroquial de S. João Batista, pois sabe-se hoje que foi mandada construir pelo conde Odoário, irmão do rei Afonso III das Astúrias, presor de Chaves e mandatado por seu irmão para povoar as terras de Chaves e para as defender das investidas dos mouros. E esta torre, que deve datar do ano 978, era um dos pontos estratégicos na defesa da cidade, juntamente com outros que proliferam ao longo de uma linha que por aqui passa.

 

jfcvcastanheira

A Igreja de S. João Batista tinha, não há ainda muito tempo, inscrito no seu tecto a data de 1131, pelo que se presume que seja dessa data (ou mais antiga) e ainda se podem ver alguns cachorros que consubstantivam a discussão que na idade média existia sobre o sexo dos anjos. Junto da Igreja e sobretudo na Fonte da Moura, não muito distante da igreja, existem sepulturas antropomórficas, lavradas em pedra maciça, o que nos demonstra a existência de habitantes em tempos ainda mais antigos. Aliás, dentro da própria aldeia há outras sepulturas antropomórficas, que hoje servem de bebedouros para animais.

 


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